terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mãe também é gente


respirar
Respiração é vida. Aliás, quantas vezes você não se pegou indo ver se seu bebê estava respirando direitinho lá no berço, logo que ele nasceu? Pois é, isso acontece muito, normal. Como também, depois do filho, ou dos filhos, a gente esquece de respirar a gente mesma... Como assim? Você entendeu. Pare tudo, pelo menos uma vez por dia, e RESPIRE. Sempre que o bicho pegar, pare e respire mais uma vez. Respire todas as vezes que você puder. Pensando que mãe também é gente, que nada na vida vale a gente sair da gente mesmo, que toda a hora é hora de exercitar a calma. Respire por você. Respire fundo. Respire mais. É isso.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Educação Financeira para mamães e filhos...

No post anterior falamos da adaptação dos nossos pequenos ao ingressarem em sala de aula, agora vamos falar um pouco de Din Din $$$$. Todas as mamães adoram esta etapa da vida dos pequenos, mas vamos ficar atentos também na relação do dinheiro que começa a pesar nesta etapa de nossos pequenos e que vai durar por muitos e muitos anos de vida...
Com o orçamento apertado, o material e as demais demandas de início de ano escolar pesam no bolso da maioria das famílias. Nessa época, surge a preocupação em como gastar menos e adquirir produtos de qualidade. O Administrador de empresa Jaime Rafael Falkembach relacionou uma lista de ações que podem significar uma conta final menos pesada no bolso dos pais.


A compra de materiais escolares deve estar no orçamento da família e seria interessante fazer uma programação prévia. Se isso não for possível, o jeito é pesquisar e negociar preços. A conscientização dos filhos durante o processo é fundamental. É preciso dar aos pequenos noções de educação financeira, esclarecer como funciona o processo de compras e as limitações orçamentárias da família.
Falkembach orienta que os pais que têm condições financeiras, façam ainda uma previdência privada ou poupança programada desde os primeiros anos de vida das crianças.

Veja como gastar menos e ainda adquirir produtos de qualidade:
1. Juntar duas ou mais famílias com filhos na mesma série e fazer a compra em conjunto para negociar menores preços
2. Reaproveitar material que sobrou do ano anterior. Reciclar cadernos. Junte folhas não utilizadas e construa capas novas. Troque livros ou doe aqueles que não serão mais usados
3. Não ceder somente aos desejos dos filhos que são influenciados pelos amigos e pela publicidade. Os pais devem conversar com os pequenos explicando o que realmente é necessário, iniciando um processo de educação financeira.
4. Se o seu filho usa transporte escolar particular, faça uma pesquisa da preço dos veículos que fazem o trajeto. Em alguns casos, vale a pena o rodízio de pais que moram próximos
5. Se o seu filho precisa levar merenda para a escola, opte por comprar produtos em atacado, sempre observando os valores nutricionais recomendados

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Meu bebê vai para a escolinha!!!

As férias estão acabando e tem muita mamãe deixando a praia para organizar o material escolar do seu pequeno, além deste detalhe financeiro e burocrático é importante refletir na adaptação de seu filho nesta nova etapa da vida.
É mais fácil para a mãe deixar um filho maior na escola do que um bebê no berçário. Mas, para a criança, a situação é inversa. Quanto mais velho, mais ele se ressente da separação. Isso significa trabalho dobrado na hora da adaptação. Mas, com paciência, ternura e as dicas a seguir, tudo termina bem.


1. Saber lidar com a insegurança da criança
Crianças sofrem mais do que bebês diante da separação da mãe. Por isso, a adaptação do pequeno na escola costuma ser mais trabalhosa. O melhor método é manter o novo aluno por períodos curtos com os professores. Assim, quando ele ameaça se desesperar, um conhecido aparece. Nos primeiros dias, vale a pena permanecer na escola e deixar o filho com um educador para “ir ao banheiro”. Com o tempo, dá para ir espaçando esses períodos. Em geral, a adaptação dura uma semana, mas pode se prolongar – não existe uma regra.
2. Manter a calma para transmitir tranquilidade
O estado emocional do adulto se reflete na criança. Por isso, os pais ou os responsáveis precisam ter certeza do que estão fazendo para transmitir essa segurança ao pequeno. Nesse sentido, a escolha da escola, e de seu projeto pedagógico, tem de ser suficientemente criteriosa para dar a você a confiança necessária para deixar seu filho lá sem aquele medo além do normal. Na prática, é preciso estar convicto de que se está fazendo o melhor pela criança. Caso contrário, o risco de seu filho chorar, espernear, chutar, cuspir, arremessar brinquedos é grande, o que o levará a repudiar a escola. Conversas com coordenadores pedagógicos e visitas prévias ao local durante as aulas para observar o comportamento dos educadores fazem toda a diferença.
3. Nunca mentir para o filho
Falar a verdade para a criança é fundamental em uma situação tão nova e amedrontadora como os primeiros dias na escola. Por isso, nunca diga que só vai até ali e já volta se não for realmente cumprir isso. A mentira intensifica a insegurança da criança e pode tornar a adaptação ainda mais traumática. O pequeno precisa acreditar que a mãe está por perto para desenvolver a segurança interna.
4. Cativar para distrair
O processo de adaptação de uma criança na escola mais parece uma competição por atenção. De um lado, a mãe e, do outro, as atividades propostas pelos educadores. Por isso, uma maneira interessante de tornar essa disputa menos desleal é informar à escola algumas preferências do pequeno. Alguns gostam de animais, outros preferem brincar com água e há aqueles que se esquecem da vida quando estão desenhando.
5. Observar sinais de alerta
A entrada na escola representa um momento de provação para a criança. Lá ela terá de demonstrar suas habilidades desenvolvidas durante os primeiros anos de vida. Essa experiência pode ser prazerosa e permitir ao pequeno exercitar sua capacidade de conviver com pares e obedecer a ordens de adultos que não sejam seus pais. Mas esse novo ambiente pode gerar ansiedade e, se faltar habilidade social ou sobrar dificuldade emocional para se separar da mãe, o pequeno pode apresentar sintomas físicos associados ao medo e ao estresse, como dor na barriga, dor de cabeça, enjoo e vômitos, entre outros. Outros sinais são a retração e a agressividade excessivas. Nesse caso, vale a pena reavaliar a situação. Forçar a criança a ficar contra a sua vontade pode não ser a melhor estratégia.
6. Evitar muitas mudanças ao mesmo tempo
Alterações de rotina estressam as crianças. A disciplina significa segurança para elas. Por isso, é preciso escolher com cautela o período em que se vai adaptar um filho pequeno à escola. Fatos importantes, como retirada de fralda, abandono da chupeta, mudança ou reforma de casa, perda familiar, nascimento do irmão, contratação de nova babá, separação dos pais ou algo que impacte direta ou indiretamente a rotina dele, vão tornar qualquer adaptação muito mais complicada. Ou seja, garanta que a principal mudança na vida do seu filho durante o período de adaptação seja mesmo a escola.
7. Uma coisa é cuidar, e outra é brincar
Deixar um filho na escola gera culpa. A separação sempre é difícil. Mas é possível reverter a situação em algo positivo. Procure usar o tempo que você está longe dele como um estímulo para aproveitar o máximo possível os instantes em que estão juntos. Muita gente perde tempo cuidando dos pequenos quando na realidade o que eles querem é brincar. Faça isso, brinque com seu filho, transforme as tarefas da escola em momentos divertidos... Isso certamente tornará a adaptação bem mais tranquila.

Fontes: psicopedagoga Neide Barbosa Saisi, professora de Psicologia da Educação da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pediatra Ricardo Halpern, presidente do departamento científico de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), e pediatra Ana Cristina Martins Loch, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Dica de Livro

Os médicos da Sociedade Brasileira de Pediatria estão lançando o segundo volume da série Filhos – a primeira foi Filhos – da gravidez aos 2 anos de idade.

Em Filhosdos 2 aos 10 anos de idade, há orientações sobre cuidados, alimentação, segurança, educação e brincadeiras. Serve também como um guia para pais e cuidadores de crianças com necessidades especiais e traz dicas para a escolha de babás, creches e escolas, além do calendário de vacinas para cada idade e alertas das situações emergenciais que devem merecer a atenção do pais.

A publicação é da editora Manole e está à venda em livrarias e sites a partir deste mês ao custo de, em média, R$ 86.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Seu filho prefere dormir do que ir a praia? Internet !!! Como dosar?

Muitas mães estão reclamando que agora nas férias em vez de os filhos aproveitarem a praia, prefere dormir até tarde, tem relatos de filhos que acordam depois das 15h, este problema não é esporádico, mas é um problema de todas as mães que tem adolescentes grudados na internet.


Os pais já estão cansados de saber que os filhos crescem e ficam fissurados pelo conteúdo da internet. Por meio do computador, eles conversam com os amigos, fazem temas de casa, aprendem muito e, muitas vezes, entram em confusão.
A barreira entre o relacionamento saudável com a rede e os problemas que podem ser causados com o mau uso são frágeis, acreditam alguns especialistas, e podem ser eliminadas com o limite dos pais. Para saber como está a relação da gurizada com a rede, e para ajudar os pais a conhecerem melhor o que os filhos fazem na rede, uma pesquisa com mais de 10,5 mil alunos de 13 a 17 anos, de 75 escolas da rede particular de ensino de todo o país, descobriu que 60% dos estudantes já usaram a web como forma de conhecer pessoas. Desses, 27% 38% usaram as redes sociais, fizeram amigos que trouxeram para a vida real e 25% “ficaram” com pessoas conhecidas por meio da rede.
Os dados revelam uma série de comportamentos que merecem ser melhor discutidos. Como um espaço novo de relacionamento, ela exige uma série de cuidados e limites que não estão muito claros, nem para os próprios jovens, nem para os pais e professores.
Segundo alguns especialistas, não é o caso de impor limites e regras e controlar a vida dos jovens na Internet, mas sim mostrar os riscos que existem. Além disso, as crianças e adolescentes deveriam criar seus filtros e lidar com situações de uma forma mais segura e responsável.
Outra questão importante é como o jovem se expõe na internet e se ele tem noção do impacto que essa exposição pode ter na vida futura. As respostas revelam que 36% costumam postar comentários na Internet, e 71% costumam postar fotos. Além disso, 35% não usam filtros para impedir que qualquer um acesse as suas informações e quase 7% costumam abrir a webcam para pessoas que não conhecem. Do outro lado, muitos já enfrentaram problemas por causa dos conteúdos publicados na Internet: 17% no namoro, 11% na escola e 19% com os amigos. Além disso, 10% já enfrentaram problemas por causa de imagens ou posts publicados por outras pessoas na rede.
A violência também foi abordada na pesquisa, e entre os entrevistados, 69% concordam que o anonimato da Internet estimula as pessoas a ofenderem umas às outras, e 29% já fizeram algum comentário ou tiveram alguma atitude ofensiva com amigos ou desconhecidos na Internet.
De olho nos números
23% passam a noite em claro por causa da internet
24% deixam de fazer alguma atividade ou de sair com os amigos para ficar conectado no computador
38% fizeram amigos virtuais e os levaram para a vida real
25% ficaram e 13% já namoraram alguém que conheceram pela internet
31% foram vítimas de violência pela internet
29% fizeram algum comentário ofensivo pela internet
31% disseram que foram vítimas de alguma forma de violência, 11% de preconceito e 15% se sentiram mal em função de alguma agressão sofrida.
3% evitaram sair de casa, falar com alguém ou ir à escola por algum problema surgido na Internet.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

As 5 recomendações mais importante para ir a praia com o seu pequeno...

O mar vai e vem, e as crianças parecem ficar hipnotizadas com a água. Só que, na beira da praia, o cuidado dos pais deve ser dobrado.
Os adultos devem sempre supervisionar as crianças, mesmo aquelas que sabem nadar e que estão em locais considerados rasos. Incentivar os pequenos a fazerem aulas de natação, para se sentirem seguros e saberem se defender em caso de urgência, também é fundamental.
Outra dica importante é sempre estar atento às placas de sinalização, que, muitas vezes, indicam a impossibilidade de os banhistas entrarem na água (devido à poluição).


CUIDE SEMPRE
Bóias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança. Eles podem estourar, virar a qualquer momento e ser levados pela correnteza. O ideal é que a criança use sempre um colete salva-vidas quando estiver em embarcações, próxima a rios, represas, mares, lagos e piscinas, e quando estiver praticando esportes aquáticos.

Anote na agenda
Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência (SAMU: 192 e Corpo de Bombeiros: 193).

Em casa
* Esvazie baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guarde-os sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças.
* Saiba quais os amigos ou vizinhos têm piscina em casa e, quando seu filho for visitá-los, certifique-se de que será supervisionado por um adulto enquanto brinca na água.
* Mantenha baldes com água no alto, longe do alcance das crianças.
* Conserve a tampa do vaso sanitário fechada ou mantenha a porta do banheiro trancada.
* Piscinas devem ser protegidas com cercas de, no mínimo, 1,5 metro e que não possam ser escaladas
* Na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água.

Em parques aquáticos
* Confira se há salva-vidas cuidando das piscinas e se a água é tratada.
* Mantenha a supervisão das crianças para evitar acidentes, como quedas e afogamentos.
* Incentive seu filho a beber bastante líquido para evitar desidratação. Na hora do lanche, escolha alimentos leves, como frutas, e evite as tradicionais frituras de parques, como pastéis e coxinhas, principalmente antes de entrar na água.
* Converse com o responsável pela piscina para saber se há aspiradores imersos na água. A sucção pode prender cabelos longos e trazer graves consequências, inclusive a morte por afogamento.

No mar
* Para quem tem bebês, o indicado é colocar uma piscininha com água salgada perto de onde está o adulto, de preferência embaixo do guarda-sol.
* Converse com o salva-vidas para saber quais os melhores locais de banho e para evitar correntes (repuxos), que estão sempre mudando.
*Prefira manter a criança com a água pela canela, porque algumas ondas podem chegar de repente e derrubá-la.
* Crianças com pranchas e Bóias devem receber mais atenção, porque objetos flutuantes podem levá-la a águas mais profundas.
* O rápido socorro é fundamental para o salvamento da criança que se afoga, pois a morte por asfixia pode ocorrer em apenas cinco minutos.
Fontes: Raquel Queiroz, pediatra, Carlos Eduardo Nery Paes, pediatra, e site Criança Segura (www.criancasegura.org.br)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um verão maravilhoso com o seu bebê. Quais os cuidados que devemos ter!!!

A partir dos 6 meses seu bebê já está liberado para pegar a primeira praia. Para que suas férias só deixem boas recordações, leia nosso guia e não deixe de passar na loja para abastecer seu bebê com todo o cuidado neste verão.

Toda criança ama o verão. É a época em que podem brincar ao ar livre, entrar em contato com a natureza, ficar com os cinco sentidos bem aguçados e se desenvolver. Brincar fora de casa também é saudável. Isso porque, quando tomam sol, as crianças sintetizam vitamina D, que favorece a absorção de cálcio e fósforo e auxilia no crescimento e no desenvolvimento de ossos e dentes.

Essa proximidade com a natureza também deixa a criança mais em contato com a tal “Vitamina S”, a sujeira que ajuda a desenvolver o sistema imunológico. E, claro, quanto mais ela brinca com esses materiais que a natureza oferece, mais desenvolve a imaginação e a criatividade. Para nós, adultos, basta respirar o ar puro, desligar do estresse e aproveitar ao máximo esses dias de sol e sossego com as crianças. Sabemos que você deve estar maluco para passar o primeiro verão com seu bebê. Mas, antes de ir para a praia, é preciso tomar certos cuidados. Siga nosso guia e faça as malas! Sinta o gosto da liberdade ainda que à tardinha (e de manhã bem cedo)!


Sol
A pele do bebê é muito mais sensível do que a nossa. Como não teve muito contato com o sol ainda, o pequeno produz menos melanina; por isso, sua pele é mais clara e ele tem menos proteção natural. Além disso, o espaço entre suas células é maior, facilitando a perda de água e a entrada de substâncias estranhas.Por causa dessa sensibilidade, não é recomendado usar protetor solar até os 6 meses de idade. Nesse período, o bebê só deve tomar sol 15 minutos por dia, devidamente protegido – com roupa e chapéu – e antes das 10h e depois das 16h, para sintetizar a vitamina D. Depois dos 6 meses, o bebê já pode ir para a praia, mas nos mesmos horários. Agora, além da roupa e do chapéu, já pode ficar protegido com o filtro solar.

Procure usar protetores específicos para crianças. Isso porque eles costumam ser hipoalergênicos, trazendo menos risco de alergia e irritação. Alguns filtros são físicos, ou seja, não têm substâncias químicas e protegem pela barreira que criam na superfície da pele, refletindo os raios.

A recomendação é que o protetor solar seja aplicado 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada duas horas ou toda vez que a criança entrar na água. A roupa e a toalha podem tirar o protetor solar; então, é importante ficar atento para reaplicar sempre que houver esse atrito com a pele.

A vantagem de usar uma camiseta na praia é que ela também funciona como barreira. Quando o tecido é de algodão, por exemplo, a proteção é equivalente a um FPS 15, mas se a roupa estiver molhada, for transparente ou justa, diminui a eficácia. Prefira cores escuras. Você também pode procurar roupas que têm proteção UV.

Para os bebês, é importante se proteger embaixo de um guarda-sol. Mas só isso não basta, porque a areia ref lete 17% da radiação solar. Ou seja, é essencial manter o corpo protegido, com filtro e roupa, mesmo na sombra.

Pode ser chato para você e para as crianças ficar passando e repassando o filtro solar, mas esses cuidados são fundamentais para evitar um câncer de pele no futuro. Segundo dados da Associação Americana de Dermatologia, 75% de todo o sol tomado ao longo da vida acontecem nos primeiros 20 anos. Se você usar regularmente um protetor solar com FPS acima de 15 até os 18 anos, a chance de desenvolver câncer de pele cai em 78%.

Mas não adianta só passar o filtro e ficar direto no sol. O excesso de sol pode causar outro problema grave: a insolação. Ela acontece por causa das queimaduras, transpiração excessiva, perda de água do corpo e consequente concentração de sais e outros fluidos. Os sintomas são febre, cansaço, falta de ar, vômito, diarreia e diminuição da urina. O cuidado imediato deve ser a hidratação e, em seguida, levar ao médico. Recomenda-se uma receita de soro caseiro: um copo d'água com uma colher de sopa de açúcar e uma colher de sobremesa de sal.

A água é um perigo
Com o calor, as crianças vão correndo para a piscina ou o mar. Você pode ficar morrendo de vontade de entrar na água com seu bebê para refrescá-lo um pouco, porem,recomenda-se não entrar no mar com bebês menores de 1ano. Prefira molhar a cabeça e o tronco do pequeno com água da torneira mesmo.

Outra alternativa é levar à praia uma banheirinha ou piscininha e deixar a criança se divertir embaixo do guarda-sol. Para os mais velhos, vale lembrar que, mesmo com o corpo inteiro dentro d’água, o sol queima, sim.

Os pais têm de ficar bem atentos às crianças dentro da água, por mais rasa que for. Coloque sempre as boinhas nos braços e vigie. Os afogamentos estão entre as principais causas de morte de crianças no Brasil. Outro acidente que pode acontecer no mar são as queimaduras por água-viva, que causam inflamação e ardência. Se acontecer, leve a criança ao pronto-socorro antes de aplicar qualquer coisa.

Em alguns lugares, a água do mar pode estar contaminada, levando a doenças intestinais, com sintomas como diarreias e vômitos. Se isso acontecer, o mais importante é ingerir muito líquido (para não ocorrer desidratação) e procurar um médico.

Pele bem cuidada
Muitos problemas podem atingir a pele do seu bebê nesse calorão. As brotoejas, por exemplo, são bolinhas vermelhas que aparecem na pele quando está muito calor. Elas surgem devido ao excesso de suor, geralmente nos lugares onde há mais atrito com a roupa, e podem coçar. Para melhorar, refresque seu filho com um banho e coloque roupas mais leves.

Os médicos recomendam que os bebês só brinquem na areia depois de 1 ano – e, mesmo assim, com bastante atenção, para que não coloquem areia na boca. Quando sentam para brincar, as crianças estão sujeitas a pegar algumas micoses de pele, como o bicho geográfico, que é um germe transmitido pelas fezes de cães e gatos. Ao entrar na pele, a larva pode caminhar na camada mais superficial, causando coceira e deixando marcas parecidas com um mapa, daí o nome.

Ficar com roupa de banho molhada por muito tempo também deixa o corpo mais sujeito ao aparecimento de irritações e micoses, já que os fungos gostam de lugares quentes e úmidos. “Crianças têm muitas dobrinhas na pele. Se ficar muito tempo com calção molhado, aumenta a predisposição à micose”, explica a dermatologista Roberta Bibas, mãe de Isabela.

Além disso, pode ser que entre algum grãozinho de areia nas partes íntimas das crianças, principalmente nas meninas. Nesses casos, dê um banho de água doce utilizando sabonetes bactericidas, seque bem e troque de roupa.

Em caso de queimadura solar, faça uma compressa de água gelada e hidrate bem a criança. Evite usar cremes sem consultar o médico, pois podem causar alergia. Entre 3 e 10 dias depois da queimadura, a pele pode começar a descascar. Nesse caso, é recomendável evitar o sol, por causa da sensibilidade. “Não se deve puxar a pele, pois podem ocorrer lesões e infecções secundárias”, recomenda a dra. Fátima.

Alimentação
Queijinho na brasa, camarão frito, caldo de cana... São tantas delícias vendidas na praia que a gente não quer mesmo se preocupar em ir para a cozinha preparar as refeições. Mas todo cuidado é pouco. Ainda mais com criança pequena.

Preste muita atenção nos lugares escolhidos, na comida e nos utensílios usados. No caso do açaí, por exemplo, verifique na embalagem se a fruta foi pasteurizada.Também vale ficar de olho na limpeza dos liquidificadores usados para fazer os sucos, nos pratos e talheres. Se puder usar utensílios descartáveis, melhor. Isso porque materiais sujos podem contaminar o alimento com bactérias e causar uma intoxicação alimentar. Os sintomas – diarreia, vômitos, dores abdominais e, às vezes, febre – podem ser tratados com ingestão de água, analgésicos e antitérmicos. Fique de olho, porque mesmo dentro de casa pode ocorrer uma intoxicação alimentar. Nesse calor, alimentos que ficam fora da geladeira por mais de quatro horas aumentam as chances das bactérias proliferarem.

Como a diarreia também pode causar desidratação, é fundamental tomar bastante água, água de coco e sucos, os sintomas da desidratação no bebê são febre, moleira baixa, boca seca e pele enrugada. Fique atento também ao ar condicionado, que pode agravar o quadro.

Durante a viagem, lembre-se de oferecer líquidos e frutas à criança, manter os vidros do carro abertos e deixar sempre um kit com os principais remédios à mão. Claro, vale levar brinquedinhos ou músicas para distraíla durante o percurso.

Seguir essas dicas é muito importante para você aproveitar ao máximo as férias com os pequenos. Mas o principal ficou para o fim: entregue-se! Aproveite as férias para curtir cada momento com seus filhos, desligue o celular, o computador, a televisão e role no chão, conte histórias, pule, cante, brinque... Deixe o sol entrar.